Tive diagnóstico de HPV: e agora? Entenda a diferença entre ter o vírus e ter lesão no colo do útero

Receber um resultado positivo para HPV costuma gerar pânico imediato. A associação com o câncer de colo de útero é inevitável na mente das pacientes. Mas é fundamental manter a calma e entender a diferença entre estar infectada pelo vírus e ter uma doença causada por ele.

O HPV (Papilomavírus Humano) é extremamente comum. Estima-se que a maioria das pessoas sexualmente ativas entrará em contato com ele em algum momento.

Ter o vírus x Ter lesão
Na grande maioria dos casos (cerca de 80 a 90%), o sistema imunológico da mulher consegue eliminar o vírus sozinho em até dois anos, sem que ele cause nenhum dano. É o que chamamos de “clareamento viral”.

O problema acontece quando o vírus persiste e o sistema imune não o elimina. Nesses casos, ele pode começar a alterar as células do colo do útero, causando as lesões precursoras (chamadas de NIC 1, 2 ou 3). Essas lesões não são câncer, mas podem evoluir para câncer se não forem tratadas ao longo dos anos.

Portanto, ter HPV não é uma sentença. É um sinal de alerta para manter o rastreio (Papanicolau e Colposcopia) em dia. Se houver lesão, tratamos a lesão (cauterização ou cirurgia de alta frequência) para impedir que ela evolua. O acompanhamento médico rigoroso é a melhor prevenção.

As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.

Dra. Milena Quirino Gomes
Ginecologista
CRM SC 16208 | CRM PA 8969 | RQE 11640